Tive uma ideia

Esses dias acordei com uma ideia fixa na cabeça. Era algo simples.  Bastaria umas mexidas aqui e outras ali, que eu conseguiria executá-la facilmente. Porém, ela não foi tão tranquila assim.

A minha ideia seria uma odisseia pela Coreia do Norte. Um tanto quanto difícil, não? Pois é.

Em minha partida aqui da terra tupiniquim, já enfrentei vários problemas, que eu pretendo relatar nas próximas linhas. Logo que saí de casa, fui parado dois quarteirões à frente pela polícia. Resultado? Fui multado por estar com a carteira de motorista vencida, pois minha autoescola não havia liberado minha renovação. Ó, vida cruel. Quisera eu que apenas esse tivesse sido o problema. Isso era só o começo.

Chegando ao aeroporto, vi uma mulher de encher os olhos. Ela estava com uma minissaia tão curta, mas tão curta, que era impossível não reparar. Assobiei. Me ferrei. Vejam vocês que superinteressante: o marido dela estava tomando café ao meu lado e nem titubeou em dar um belo soco no meu olho. Nem me dei ao luxo de contra-atacar, pois o cara era um armário de 2 metros de altura por 5 de largura.

Legal. Olho roxo, multa… o que mais me faltava acontecer? Ah, sim, muita coisa. Enquanto via estrelas em razão do soco no olho, ouvi, ao longe, a mulher do aeroporto chamar pelo meu voo. Que joia, hein? Peguei minhas coisas e saí correndo. O tempo foi meu inimigo. Adiantou para alguma coisa? Não! Cheguei ao guichê e a atendente totalmente antissocial dizia freneticamente: “Seu voo já partiu, seu voo já partiu, seu voo já partiu”. Eu, ali parado, via à distância o meu avião estagnado na pista de decolagem, mas nem quis discutir, pois a feiura daquela mulher era espantadora. Parecia com aquelas mulheres que vivem em condições subumanas, embaixo de pontes. Ela pegava os papeis com suas mãos gordurosas e deixava todas as suas digitais neles. Totalmente anti-higiênica. Dava enjoo olhar para ela.

Desisti da viagem. Peguei meu carro no estacionamento, paguei e fui embora. Faltando dois quarteirões para chegar em casa, adivinhem o que aconteceu. Meu carro, que até então era ultrarresistente, superaqueceu e eu tive de parar em local proibido. Aqueles policias truculentos do começo da história me multaram novamente.  Ok, meu dia já estava uma grande merda. Uma coisa ruim a mais ou uma coisa ruim a menos não faria diferença.

Finalmente cheguei em casa. Nada de alívio. Abri meu e-mail e o editor do blog havia mandado uma pauta para eu escrever com urgência: as novas regras da ortografia brasileira. Pois é. Cá estou eu, um semianalfabeto, com primário incompleto, parcialmente adaptado às regrinhas, escrevendo um texto para mais um monte de novos semianalfabetos.  Você que chamava seu pai de velho por escrever pharmacia com PH, agora terá que aguentar seus sobrinhos de 5 anos te humilhando por você ainda escrever “idéia”, “herói”, “Coréia”, etc.

É, amigos. O mundo é uma constante adaptação. Não adianta fingir que não é com você. As regras estão aí. Procurar conhecer sua própria língua não é pedir demais. Ou você pode continuar vivendo arcaicamente, esperando por uma nova atualização do Word que corrigirá os erros automaticamente para você. A opção é sua.

12 respostas para “Tive uma ideia”

  1. Se já era um trabalho alfabetizar esse povo todo, agora com essas novas regras é que vai foder tudo. Nem parece que escrevemos português, tá mais pra internetês-tiopês.

  2. oloco, tiopes (sem acento) é mais fácil que o novo portugues.
    Só pra constar: mais uma rede de associações se formou na minha mente publicitária por causa deste texto:

    Coreia = Reforma ortográfica

    kk

  3. que importa se é mentira ou não…Oq conta é a CRIATIVIDADE e a risada que nos rende…queria ter só umpouquinho dessa sua imaginação B,hehee

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